Cão-robô de NY: segurança ou vigilância?

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Críticos temem que robôs de quatro patas – elogiados pelo prefeito de Nova York, Erick Adams – coletem dados privados das pessoas

O prefeito de Nova York (EUA), Erick Adams (democrata), insistiu que uso bem-sucedido do controverso cão-robô, em resposta ao desabamento recente de um edifício, deve convencer críticos de que tais dispositivos podem melhorar segurança na cidade.

Adams também elogiou uso do robô de quatro patas pelos socorristas nas ruínas de uma garagem na semana passada em Manhattan, onde uma pessoa morreu e outras cinco se feriram. Socorristas usaram “Digidogs” para vasculhar escombros enquanto persistiam as preocupações de segurança sobre a estrutura do prédio.

“Algumas pessoas os chamam de brinquedos. Isso não é hora de brincar. Isso é tempo real. E este é um governo que não terá medo de usar todo o possível para salvar a vida dos nova-iorquinos e dos socorristas.”

Prefeito de Nova York, Eric Adams, em coletiva

Críticos do cão-robô

Críticos dos Digidogs defendem necessidade de transparência sobre esta e outras tecnologias que podem coletar dados pessoais privados (Imagem: Shutterstock)

Os críticos disseram que o uso de tais robôs na resposta ao colapso do edifício não nega preocupações legítimas sobre uso deles para vigilância e policiamento agressivo.

“Embora a implantação de um robô seja, obviamente, apropriada em situações como esta, isso não elimina a necessidade de transparência sobre esta e outras tecnologias que pode ter a capacidade de se envolver em vigilância massiva e coletar rotineiramente grandes quantidades de dados pessoais privados de milhões de nova-iorquinos”.

Donna Lieberman, diretora executiva da New York Civil Liberties Union, em entrevista ao The New York Times

Os críticos também notaram que não estava claro o quão útil o Digidog era na resposta ao colapso do edifício. “Quero acreditar que esses robôs seriam eficazes no colapso de um prédio. Mas precisamos de mais do que algumas frases de efeito.”, disse Albert Fox Cahn, advogado e diretor executivo do Projeto de Supervisão de Tecnologia de Vigilância, ao jornal.

Digidogs

Para prefeito de NY, Eric Adams, polícia usar robôs no século 21 é igual usar impressão digital no século 20 (Imagem: Chris Moore/Media Punch/IPX)

Adams começou a lançar os robôs em abril. Novas tecnologias foram anunciadas como ajuda à polícia de Nova York para investigar áreas de alto risco, informou a CBS News, na época.

Quando essas tecnologias foram propostas pelo ex-prefeito Bill Blasio, críticos alertaram sobre vigilância desnecessária amplamente usada contra pessoas negras de baixa renda. E modelos de cão-robô saíram de circulação, após reação ao seu uso em áreas de habitação pública e em resposta a uma invasão de domicílio no Bronx.

Adams também enfrentou críticas por aumentar poderes da polícia, incluindo restabelecimento de uma notória unidade à paisana e a promessa de aumentar o uso da tecnologia de reconhecimento facial. Essa tecnologia foi criticada como imprecisa e usada desproporcionalmente contra minorias.

Com informações do The Guardian e The New York Times

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